Viver com as Necessidades e os Desejos

Necessidade e Desejo.

É fácil confundir estas duas palavras, 

No ser humano existem necessidades transversais:

  • Amor,
  • Aprovação,
  • Comunidade,
  • Sentido de realização pessoal.

É fácil confundir o desejo pelo ultimo modelo de carro desportivo, que alimenta uma necessidade de realização pessoal e social e pensar que adquirir esse automóvel vai preencher essa mesma necessidade.

É fácil confundir o desejo pelo último modelo de smartphone, que pode alimentar a necessidade de aprovação pelos pares e pensar que ao adquirir esse modelo se vais preencher um vazio interno de baixa auto estima. 

É fácil confundir o desejo de “likes” ou comentários na última foto no Instagram ou no Facebook, que alimenta a necessidade de pertencer a uma comunidade e pensar que um like ou algumas palavras simpáticas nos faz pertencer a um grupo ou tribo de “amigos” que nos aceitam e gostam de nós.

Confunde-se assim uma necessidade visceral, que cria um vazio interno, com os meios que são colocados à disposição no mercado para o preencher – acreditando mesmo que vai sanar esse vazio.

No corre-corre que é possível viver, as soluções dentro da caixa, rápidas e seguras são as preferenciais;

É mais fácil comprar um telefone para ter um sentido de aprovação imediato pelos pares do que investir num percurso de crescimento pessoal, frequentemente invisível, no sentido de criar uma segurança interna forte e imune ao que possam pensar sobre as nossas acções ou emoções.

É mais fácil frequentar a “segurança” que as redes sociais proporcionam do que procurar, fora delas, construir relações estáveis e nutritivas, com pessoas de carne e osso e ama-las até ao tutano sem filtros.

É mais fácil criar um sentido de  realização adquirindo algo que está relacionado com status, do que investir tempo numa realização profundo e criar algo memorável com a vida humana, curtiiiiisima, que dispomos.

Quem não conhece já a sensação de comprar algo que promete mudança e depois deparar-se no dia seguinte, ou às vezes horas depois, com a realização que a vida não mudou no sentido que era suposto? – no sentido das nossas necessidades humanas de amor, aprovação, comunidade e um sentido de realização.

George Ohsawa referia que um dos sinais de saúde era a memória. Esta memória que não está apenas relacionada com aquela que nos faz lembrar dos números de telefone ou dos nomes das pessoas que nos relacionamos mais.

Esta memória está relacionada com a memória de verdadeiramente não nos esquecermos quem somos e qual o nosso Sonho.

É o convite à lembrança diária do que nos engrandece ou que nos definha, do que os nutre ou nos subtrai ao grande que somos, na nossa capacidade de criar mudança para nós e para os outros.

Se as escolhas no sentido de uma vida plena são sem dúvida mais desafiantes que compras ou “likes” por impulso, são por isso mesmo também um convite a resgatarmos características humanas de autonomia, resiliência e sede por liberdade.

Frequentemente o facto de identificar o que procuramos na nossa próxima compra ou no nosso próximo desejo é o suficiente para abrandar este fluxo de busca.

  • O que procuro?
  • O que me move?
  • Qual é a minha necessidade real?
  • Estou a ir à essência do que realmente me falta?
  • Consigo ultrapassar estes impulsos sozinho/a ou necessito de ajuda?
  • Quais são os meus valores pessoais?
  • Qual é o meu sonho pessoal e comunitário?

Boas práticas.

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